Assim como o PC, uso de smartphones exige cuidados de segurança
 
O tempo passou, mas a história se repete. Assim como o aumento da popularidade da internet fez crescer o número de vírus, spywares e outras pragas virtuais, o sucesso dos smartphones tem causado um problema semelhante.

Só no ano passado, a venda desses telefones multimídia chegou a 139,3 milhões de unidades, segundo o Gartner, um aumento de 13,9% na comparação com 2007.

Mas a semelhança vai além da popularidade. Assim como nos computadores, os malwares que atacam smartphones causam, basicamente, os mesmos problemas.

“Eles podem danificar o dispositivo, trocando ícones e mudando atalhos, ou ainda roubar informações do usuário”, explica Gabriel Menegatti, diretor de tecnologia da F-Secure no Brasil.

O usuário mal-intencionado busca interesses financeiros e pessoais, ou ainda quer realizar fraudes corporativas, como a espionagem.

De fato, há muitos motivos para se preocupar. Estimativas da empresa dão conta de que o número de pragas móveis chegue a 600 atualmente, sem considerar as variantes. E ele não para de crescer.

“Hoje, as principais ameaças para os smartphones são trojans, keyloggers e worms”, alerta Vitor Souza, diretor global de comunicação da BitDefender.

Segundo as empresas de segurança, o Symbian (que tem 47,1% do mercado, nos cálculos do Gartner) e Windows Mobile (12,4%) são, pela ordem, os dois sistemas operacionais mais ameaçados.

Além disso, como no PC, as infecções podem ocorrer de diversas formas: conexão Bluetooth, recebimento de mensagens (MMS e SMS) e e-mails, além da própria navegação na internet, são alguns exemplos.

Até uma simples troca de cartões de memória pode resultar em uma infecção, caso o outro dispositivo esteja contaminado com algum malware.

Uma das pragas virtuais móveis, conhecida como FlexSpy, pode, além de registrar o que é digitado, utilizar a função GPS do aparelho para enviar as coordenadas de localização ao fraudador, exemplifica Menegatti. Por isso, se você tem ou pretende comprar um smartphone é bom ficar atento.

Guardadas as devidas proporções, esses aparelhos servem hoje quase como um computador de bolso e armazenam fotos, vídeos, informações bancárias, e-mails, projetos e outros dados confidenciais e valiosos. “Os usuários devem tomar todas as medidas de segurança que seriam adotadas se estivessem usando um desktop ou um notebook”, aconselha Souza, da BitDefender.


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